34563

Destaques

Pionner - Milho

Foi fundada em 1926 por Henry Wallace, considerado um dos pais do melhoramento genético de milho.

A Pioneer é uma das mais tradicionais empresas de milho híbrido nos Estados Unidos, em vários países e no Brasil. Qual é a origem da companhia e sua evolução histórica?
A Pioneer foi a primeira empresa de milho híbrido do mundo. Foi fundada em 1926 por Henry Wallace, considerado um dos pais do melhoramento genético de milho. Posteriormente, ele foi secretário da Agricultura e vice-presidente dos Estados Unidos. Desde os anos 70, a Pioneer é líder incontestável do mercado mundial de milho híbrido. No EUA, atualmente, a Pioneer tem aproximadamente 43% de participação no mercado, sendo que a segunda empresa tem menos de 20%. Hoje, a Pioneer tem atuação em mais de 50 países, com liderança de vendas em muitos deles.

Incorporada pela DuPont, a Pioneer mantém a mesma estrutura, os mesmos objetivos e a sua conhecida filosofia de trabalho, utilizando conhecimentos de ponta da genética e fazendo a prestação de excelentes serviços aos seus clientes? Nestes aspectos em que a empresa se diferencia?
Há mais de 20 anos que a Pioneer tem a mesma filosofia no Brasil: desenvolver produtos de ponta, fazendo os investimentos que forem necessários; investir em produtores que usam e acreditam em tecnologia; prover assistência técnica diferenciada, estar próxima dos produtores; gerar informações que permitam aos produtores tirar cada vez mais benefícios de seus produtos. Além disso, ela mantém a consistência e continuidade dessas estratégias e das pessoas que a desenvolvem no dia a dia - esse tem sido o nosso foco e continuará sendo no futuro.

Poderia se dizer que a "velha" Pioneer tem hoje no Brasil uma cara nova, após a absorção pela DuPont ?
Em nível de Brasil, a Pioneer é hoje a mesmíssima empresa que sempre foi. Aliás, esse tem sido um dos maiores diferenciais da empresa no mercado brasileiro. Enquanto todos os nossos concorrentes mudaram de "chefes", de nome, de logos, de forma de trabalhar, a Pioneer continua atuando da mesma forma que sempre atuou. E aqui vemos os méritos da DuPont, que soube permitir à Pioneer manter sua independência e suas estratégias próprias, sem querer fazer da semente uma forma de se vender mais defensivos. Temos um ótimo relacionamento com a DuPont Agrícola, mas somos empresas que atuam independentemente.

A marca Pioneer também foi vendida e se manterá no seu tradicional produto, o milho híbrido?
Sim, foi tudo vendido para a Dupont, inclusive, é claro, a marca.

xistem novos planos da Pioneer no Brasil, como a oferta, por exemplo, de transgênicos (assim que esses materiais forem liberados)?
A Pioneer, como já disse, sempre foi e continuará a ser uma empresa de melhoramento genético, cujo objetivo é prover produtos superiores para os produtores. No decorrer dos anos, diversas ferramentas e tecnologias foram incorporadas ao processo de melhoramento genético, como por exemplo: técnicas de genética quantitativa, uso de informática, estudos do genoma, etc... A tecnologia da transgenia se encaixa aqui, como mais uma ferramenta técnica que ajuda a desenvolver produtos superiores. Mas, acima de qualquer outra coisa, somos e continuaremos a ser uma empresa de melhoramento genético vegetal, usando as tecnologias que estiverem disponíveis e legalizadas. Para nós, biotecnologia é meio, não é fim. O objetivo final é produtos superiores e produtores satisfeitos!

A base física das pesquisas em biotecnologia da Pioneer está baseada no Estados Unidos; a empresa tem o seu próprio laboratório de engenharia genética e biotecnologia ou contrata estes serviços ?
A Pioneer, como todas as empresas do ramo, tem bastante esforços próprios nessa área, e bastante esforço em parcerias com outras empresas.

Em que países a Pioneer já comercializa seus transgênicos de milho ?
Nos EUA, onde é a empresa que mais vende soja RR e milho Bt; na Argentina, no Canadá, e está começando na África do Sul.

Quais são as perspectivas de lançamentos de produtos especiais, pela Pioneer, como, por exemplo, milhos protéicos, "oleaginosos", forrageiros; milho-pipoca, anão; para pastagem, para a safrinha, etc?
Nossa filosofia é a do "feijão-com-arroz bem feito". Estamos menos preocupados com esses tipos de "produtos especiais". Nosso foco hoje é milho com mais tolerância a algumas doenças, de ciclos diferenciados, soja com tolerância a Nematóide do cisto, milho Bt e soja RR quando forem legalizados, uma linha maior de sorgo, etc. Nosso foco principal é desenvolver produtos que uma grande gama de produtores pode estar precisando.

Nas lavouras de milho de alta tecnologia, no país, qual é a produtividade média dos híbridos (triplos e simples)da Pioneer ?
A evolução técnica de nossos clientes é algo bom de ser contatado.. Há 10/15 anos atrás, produzir 100sc/ha (250 sc/alq) era um marco de tecnologia, um desafio a ser alcançado pelos nossos clientes. Hoje, diria que os bons clientes da Pioneer, em anos normais fecham sempre acima de 130sc/ha, muitas vezes superando a marca dos 150sc/ha! Isso, obviamente, é a combinação de genética superior da Pioneer, boas recomendações técnicas, qualidade e eficiência dos produtores e seus funcionários.

Com o advento do Mercosul, a Sementes Pioneer seria uma plataforma no Brasil, para atender sua clientela na Argentina, Uruguai e Paraguai?
Hoje, já atendemos o Paraguai. Já a Argentina, usa híbridos diferentes dos nossos, que são produzidos lá mesmo, nos EUA ou no Chile. Já o Uruguai, é atendido pela Argentina, apesar do que mandamos alguns híbridos do Brasil para lá.

Além de milho, quais as outras espécies que a Pioneer trabalha?
Milho, soja e sorgo, granífero e forrageiro.

Finalmente, como a Pioneer vê seu futuro no Brasil?
O Brasil é, sem dúvida, um dos três gigantes mundiais do agribusiness (os outros são EUA e China). A competitividade agrícola do Brasil e o potencial ainda a ser desenvolvido aqui é enorme. Todos os grandes grupos mundiais de agribusineess sabem disso - a Pioneer e a Dupont também. Por isso, a Pioneer está investindo pesado no futuro brasileiro, até porque a operação da empresa no Brasil é a terceira maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, Canadá e Itália.

Nos últimos dois anos, investimos mais de 8 milhões de dólares no aumento e melhorias de nossa unidade de produção, em Itumbiara. Nos próximos 5 anos pretendemos duplicar os investimentos de pesquisa em milho e em soja. Estamos no momento comprando uma área para instalarmos nossa primeira estação de pesquisa de soja no Brasil Central, na região de Cristalina. Além disso, no último ano dobramos o número de cientistas trabalhando em melhoramento de milho e de soja; estamos contratando agrônomos para diversas posições, entre muitas outras coisas.

É assim que a Pioneer vê o Brasil: como uma de suas melhores operações no mundo, com enormes chances de crescer muito ainda e que merece receber os grandes investimentos que está recebendo.

Quem ganha com isso são os produtores e o país, pois há mais de 30 anos que aqui no Brasil, assim como no resto do mundo, Pioneer é sinônimo de qualidade e tecnologia de ponta.

Voltar